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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

E-Sports – Pros vs Nós

E-Sports – Pros vs Nós




Um dos debates mais comuns hoje no e-sports é o que aborda o “Treinamento vs Talento”. Jogadores sempre querem descobrir se algum dia podem jogar nos mais altos níveis competitivos se treinarem muito ou se estão geneticamente destinados ao fracasso.

A quantia de literatura disponível sobre o assunto é enorme e o dilema ganhou ainda mais proporção depois do lançamento de Malcolm Gladwell’s Outliers, que cita que em qualquer área do conhecimento existe a Regra das 10,000 Horas. Esse livro simplifica bastante o assunto, então vamos focar alguns detalhes que se aplicam especificamente ao e-sports.


Treinamento vs Talento


“Prática não é aquilo que você faz quando já se é bom. É aquilo que lhe torna bom.”


Vamos examinar a veracidade disso dando uma olhada nesse artigo, que compara “treinamento vs talento” no tocante ao atletismo. Muito do conteúdo tem a contribuição do Dr. Michael Joyner, um colega e antigo mentor, e eles usa vários gráficos para ilustrar o efeito que o “talento” pode ter sobre a capacidade de executar alguma atividade.

É chocante saber que talento nato é tão importante, mas atletismo é tão mecânico com qualquer esporte.  Correr é simplesmente medir quão rápido você consegue ir do ponto A para o ponto B. Correr rápido é até uma forma de estabelecer padrões na escolha de profissionais em equipes de outros esportes.

Outros esportes acrescentam mais complexidade para a qualificação de seus jogadores. Sua habilidade para correr rápido é importante no basquete, mas existem outros aspectos que também influenciam e são igualmente importantes. Especialistas discutem que atributos como um físico bom e inteligência são os mais importantes. Os grandes jogadores como Jordan e Kobe possuem os dois, obtidos e desenvolvidos por muitotrabalho e dedicação.

Em acréscimo à técnica, inteligência e outros atributos específicos que tornam ainda mais difícil a classificação do que é “talento”, a equipe confere outra camada de complexidade. Quão bem os jogadores trabalham sob uma estrutura específica, o técnico, e como a equipe é administrada determinam como será a coesão do time. Analisar a capacidade de a equipe agir como um é muito importante, mas extremamente complexo devido a diversos problemas comuns ao trabalhar em equipe.




O que acontece quando aplicamos conceito similar ao mundo dos jogos eletrônicos?


Vamos começar com um jogo bem básico onde precisamos apenas de habilidade mecânica, como apenas “correr rápido”.

Esse jogo exigiria apenas coordenação olho-mão, velocidade, tempo de reação e reflexos. Jogos são mais complexos que isso, então é complicado achar algum jogo que se encaixe nesse padrão. Até mesmo jogos de puro tiro possuem pequenos elementos de estratégia, além das habilidades mecânicas. Os únicos jogos que consigo imaginar que se encaixam no aspecto puramente mecânico são jogos de ritmo como OSU. Mas como não tenho experiência com jogos assim, aceito sugestões do público.

Conforme a complexidade e habilidades necessárias mudam de jogo para jogo, é difícil imaginar como podemos medir a habilidade de um jogador. Alguns jogos são focados em mecânicas (Quake 3), enquanto outros requerem muito estratégia (Dawn of War), e outros requem muito dos dois (Starcraft, Street Fighter). Jogos como League of Legens e Counter Strike atingem o último patamar de complexidade, tanto no jogo quando para medir a habilidades dos jogadores.

Mas por que medir a habilidade dos jogadores é tão importante? A indústria e ciência por trás do esporte são extremamente lucrativas, jogadores recebem contratos de quase 100 milhões de dólares. Jogadores nos esportes tradicionais são qualificados quanto a sua condição físicas, desempenho e a intuição dos caça-talentos.

Moneyball, que merece duas horas de sua atenção, nos dá uma ideia de como o conceito de jogador talentoso no baseball mudou com o advento do computador analítico. Conforme o e-sport cresce, pode ter certeza que as equipes usarão os meios disponíveis para recrutar apenas os “Tops”. A Coréia do Sul já está muito a frente dos EUA nesse quesito, observando jovens e os treinando.

Atualmente, o e-sport não possui qualquer métrica para medir o talento de um jogador, e as estruturas fora da área profissional não estão bem estabelecidas. Então isso significa que é difícil imaginar qual será o resultado de uma competição, como fazemos com outros esportes tradicionais. No LoL, tudo que temos é nossa intuição, seu histórico de partidas, e alguns torneios amadores – então apostar em algumas partidas de SoloQ não é exatamente o melhor critério para dizer se alguém tem talento ou não.




Como Qualificamos um Jogador?


Esse artigo nos dá base para entender como podemos medir “talento” no mundo do e-sports e no LoL. A ciência nos trás algumas informações frias e fatos que suplementam a vasta experiência e intuição que permeiam o mundo dos profissionais e suas escolhas.

Qual métrica poderíamos usar? Como essa métrica poderia nos ajudar a acabar com nossas fraquezas e melhorar nosso desempenho? Finalmente, nós tentaremos responder a pergunta inicial do texto: “o que Nos separa Deles”?





Esse vídeo serve de introdução para a série de artigos que postarei. Uma lista dos artigos a serem postados:


1) O primeiro artigo abordará as habilidades mecânicas: coordenação olho-mão, destreza, tempo de reação e precisão;

2) O segundo artigo visará informações sobre processamento de informações, atenção e foco dos jogadores;

3) O terceiro post investigará como os jogadores lidam com o estresse e como isso pode afetar seu desempenho. Sabemos como a vida dos profissionais pode ser estressante, mas estudar como eles lidam com esse problema pode nos trazer uma riqueza de informações para que possamos melhorar nosso desempenho.




Fonte: Cloth5
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